Preservação do patrimônio gastronômico brasileiro. Divulga experimentação de receitas constantes da coleção de cadernos estudada em O Ponto do Doce.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Bolo da Baronesa | Roscas à brasileira | Peras ao vinho
Desta vez o cardápio foi completamente isento de glútem. É a vantagem de se trabalhar com as farinhas "antigas", apesar de alguma dificuldade de manipulação pela ausência do glútem de trigo, que dá elasticidade às massas. São doces com gosto simples, que não estamos mais acostumados a sentir.
Bolo da Baronesa (do caderno nº 3, de 1907)
Tive que adaptar, pois como geralmente acontece, a receita original é muito grande (12 ovos) e a quantidade de farinha (fécula) de batata não é determinada. Mas como se trata de composição comum, do tipo pão-de-ló, ficou assim:
6 ovos
6 colheres (sopa) rasas de açúcar
6 colheres (sopa) cheias de fécula de batata
Bater as claras em espuma, Juntar as gemas uma a uma e, continuando a bater, juntar o açúcar. Bater até clarear bem, depois adicionar a fécula de batata. Colocar em forma untada com manteiga (SÓ MANTEIGA) e levar ao forno já aquecido até dourar a superfície. Faça o teste do palito para saber se a massa está cozida.
Roscas à brasileira (do cardeno nº 3, de 1907)
Esta receita precisou não apenas de adequação, mas de interpretação, já que as medidas eram em prato, garrafa, quarta, além da gordura de porco. Como a base é farinha de mandioca, é complicado depender de supermercado, onde só se encontra a farinha industrializada que já não contém todo o amido. Eu, felizmente dispunha de farinha comprada no litoral como "farinha da roça", absolutamente integral. As medidas transformei em gramas e precisei de ajuda para encontrar o equivalente de "quarta". Localizei no blog www.promontoriodamemoria.blogspot.com, de autoria do Professor Vilhena, uma vasta informação sobre medidas antigas, mesmo assim incompleta para a minha pesquisa. De posse do email do professor perguntei a ele sobre a medida "quarta" e minha suspeita se confirmou. Trata-se realmente e uma quarta parte da libra peso arredondada para 500g.
350g de farinha de mandioca integral
350g de polvilho doce
750ml de leite
125g de gordura (usei margarina)
4 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de erva doce
1 colher (chá) de sal
4 ovos
Escaldar a farinha de mandioca com o leite quente, mexer e juntar o polvilho, a margarina, o açúcar, a erva-doce e o sal. Colocar os ovos um a um e, se for necessário, mais leite para tornar a massa maleável. Fazer as roscas (fiz bem pequenas) e assar em forno quente. Não precisa untar as formas. Esta receita resultou em 1 quilo de rosquinhas.
Peras ao vinho (da minha memória familiar)
Encontrei no supermercado pequenas peras embaladas em caixa plástica transparente que me lembraram o doce que minha avó fazia com as peras do seu quintal. Estas são mais uniformes na sua aparência, mas aquelas eram colhidas no dia e, em cozimento no caldeirão, exalavam um perfume que jamais esqueci.
1 quilo de peras
1/2 quilo de açúcar
1,5 litro de água
0.5 litro de vinho tinto
canela e cravo-da-india a gosto
Descascar as peras, retirar os caroços e reservar mergulhadas na água com algumas gotas de limão (para não escurecer). Colocar para ferver a água com o açúcar e o vinho. Quando abrir a fervura acrescentar alguns pedacinhos de canela e alguns cravos. Depois de cerca de 20 minutos de fervura, quando o cheiro da calda já revelar a mistura, colocar delicadamente as peras para cozinhar, mantendo-se inteiras.
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Bolo da Baronesa (do caderno nº 3, de 1907)
Tive que adaptar, pois como geralmente acontece, a receita original é muito grande (12 ovos) e a quantidade de farinha (fécula) de batata não é determinada. Mas como se trata de composição comum, do tipo pão-de-ló, ficou assim:
6 ovos
6 colheres (sopa) rasas de açúcar
6 colheres (sopa) cheias de fécula de batata
Bater as claras em espuma, Juntar as gemas uma a uma e, continuando a bater, juntar o açúcar. Bater até clarear bem, depois adicionar a fécula de batata. Colocar em forma untada com manteiga (SÓ MANTEIGA) e levar ao forno já aquecido até dourar a superfície. Faça o teste do palito para saber se a massa está cozida.
Roscas à brasileira (do cardeno nº 3, de 1907)
Esta receita precisou não apenas de adequação, mas de interpretação, já que as medidas eram em prato, garrafa, quarta, além da gordura de porco. Como a base é farinha de mandioca, é complicado depender de supermercado, onde só se encontra a farinha industrializada que já não contém todo o amido. Eu, felizmente dispunha de farinha comprada no litoral como "farinha da roça", absolutamente integral. As medidas transformei em gramas e precisei de ajuda para encontrar o equivalente de "quarta". Localizei no blog www.promontoriodamemoria.blogspot.com, de autoria do Professor Vilhena, uma vasta informação sobre medidas antigas, mesmo assim incompleta para a minha pesquisa. De posse do email do professor perguntei a ele sobre a medida "quarta" e minha suspeita se confirmou. Trata-se realmente e uma quarta parte da libra peso arredondada para 500g.
350g de farinha de mandioca integral
350g de polvilho doce
750ml de leite
125g de gordura (usei margarina)
4 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de erva doce
1 colher (chá) de sal
4 ovos
Escaldar a farinha de mandioca com o leite quente, mexer e juntar o polvilho, a margarina, o açúcar, a erva-doce e o sal. Colocar os ovos um a um e, se for necessário, mais leite para tornar a massa maleável. Fazer as roscas (fiz bem pequenas) e assar em forno quente. Não precisa untar as formas. Esta receita resultou em 1 quilo de rosquinhas.
Peras ao vinho (da minha memória familiar)
Encontrei no supermercado pequenas peras embaladas em caixa plástica transparente que me lembraram o doce que minha avó fazia com as peras do seu quintal. Estas são mais uniformes na sua aparência, mas aquelas eram colhidas no dia e, em cozimento no caldeirão, exalavam um perfume que jamais esqueci.
1 quilo de peras
1/2 quilo de açúcar
1,5 litro de água
0.5 litro de vinho tinto
canela e cravo-da-india a gosto
Descascar as peras, retirar os caroços e reservar mergulhadas na água com algumas gotas de limão (para não escurecer). Colocar para ferver a água com o açúcar e o vinho. Quando abrir a fervura acrescentar alguns pedacinhos de canela e alguns cravos. Depois de cerca de 20 minutos de fervura, quando o cheiro da calda já revelar a mistura, colocar delicadamente as peras para cozinhar, mantendo-se inteiras.
| As peras na água com limão |
| Calda em fervura |
| Servi em terrina de porcelana que pertenceu à minha avó |
Desta vez contei com participantes mais jovens. À esquerda Naná e à direita Mel
(no colo da mãe, Maria Paula). O brinde era de chá de gengibre. Obrigada a todos!
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Geleia de Cambuci
Vou dar uma paradinha para falar de outra geleia que fiz. Trata-se do cambuci, a fruta que deu origem ao nome da região onde moro, em São Paulo. Como tantas frutas brasileiras, esta também chegou ao risco de extinção, mas graças a algumas pessoas iluminadas que se dedicaram à revitalização da planta, um programa municipal foi criado há cinco anos - a Rota Gastronômica do Cambuci - para revitalizar o cultivo e a apreciação desse fruto natural da Mata Atlântica, incentivando e premiando receitas. Essa ação promove não apenas a apreciação pelo paladar, mas também representa geração de renda para várias localidades da região metropolitana de São Paulo por onde a Rota passa entre os meses de abril e setembro de cada ano.
No dia 21 de abril estive em Paranapiacaba, um distrito do município de Santo André, mais conhecida por Vila de Paranapiacaba, de 1860, associada à construção da São Paulo Railway, estrada de ferro que ligaria o interior do Estado de São Paulo ao porto de Santos. O lugar abriga grande parte de um parque ferroviário desativado, que teve a primeira estação férrea do Brasil.
Comprei os cambucis ao natural, crus porém congelados, que eram vendidos por dúzia. De uma dúzia deles, de vários tamanhos, fiz a geleia com base na receita já utilizada para a flor de hibisco (publicada em 15 de maio de 2013):
1 dúzia de cambucis frescos maduros
600g de açúcar
2 litros de água
1 litro de pectina - entrecasca de 3 laranjas
Como preparar a pectina: retirar a entrecasca das laranjas (a parte branca). Ferver com pouca água durante 5 minutos, repetindo 3 vezes a fervura para tirar o amargor. Depois levar ao liquidificador com pouca água, bater e completar 1 litro.
Em 1 litro de água cozinhar bem os cambucis descascados, depois bater no liquidificador e coar em peneira, resultando 1 litro do suco. Juntar esse suco à pectina e ao açúcar e colocar para ferver até o ponto de geleia. Ponto é quando ao levantar a colher a mistura cai em blocos. Outro indicador do ponto é ver o fundo da panela quando se mexe com a colher. A geleia pronta tem consistência gelatinosa pela ação da pectina e quando atinge o ponto torna-se magicamente vermelha.
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No dia 21 de abril estive em Paranapiacaba, um distrito do município de Santo André, mais conhecida por Vila de Paranapiacaba, de 1860, associada à construção da São Paulo Railway, estrada de ferro que ligaria o interior do Estado de São Paulo ao porto de Santos. O lugar abriga grande parte de um parque ferroviário desativado, que teve a primeira estação férrea do Brasil.
| Galpão do antigo mercado, onde se vendiam os frutos e diversos pratos feitos com eles |
| Aspecto das edificações originais |
| O Parque Ferroviário, que hoje mantém um único trem expresso de uso turístico |
Comprei os cambucis ao natural, crus porém congelados, que eram vendidos por dúzia. De uma dúzia deles, de vários tamanhos, fiz a geleia com base na receita já utilizada para a flor de hibisco (publicada em 15 de maio de 2013):
1 dúzia de cambucis frescos maduros
600g de açúcar
2 litros de água
1 litro de pectina - entrecasca de 3 laranjas
Como preparar a pectina: retirar a entrecasca das laranjas (a parte branca). Ferver com pouca água durante 5 minutos, repetindo 3 vezes a fervura para tirar o amargor. Depois levar ao liquidificador com pouca água, bater e completar 1 litro.
Em 1 litro de água cozinhar bem os cambucis descascados, depois bater no liquidificador e coar em peneira, resultando 1 litro do suco. Juntar esse suco à pectina e ao açúcar e colocar para ferver até o ponto de geleia. Ponto é quando ao levantar a colher a mistura cai em blocos. Outro indicador do ponto é ver o fundo da panela quando se mexe com a colher. A geleia pronta tem consistência gelatinosa pela ação da pectina e quando atinge o ponto torna-se magicamente vermelha.
| Cambucis ainda congelados, parte com casca (mesmo maduros permanecem verdes) |
| Cambucis descascados |
| A geleia pronta, de consoistência gelatinosa |
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Bolo de nozes | Ameixas recheadas
Para comemorar, fiz duas receitas tradicionalíssimas em ocasiões festivas:
Bolo de nozes - caderno nº 15, década 1960
1 xícara de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de leite
1/2 xícara de nozes picadas ou trituradas
2 ovos
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina sem sal
1 colher (sopa) de fermento em pó
Bater as claras em neve. Juntar as gemas. Batendo sempre adicionar o açúcar e a manteiga. Por fim, o leite, a farinha,o fermento e as nozes. Levar ao forno quente (250ºC) em forma. untada e polvilhada com farinha.
Depois de bem frio, cortar e rechear com doce de leite cremoso.
Se preferir, use leite condensado cozido na panela de pressão por 10 minutos, tendo o cuidado de não deixar sobras de papel ou cola do rótulo, que podem entupir a válvula da panela. Importante também é
aguardar que todo vapor saia antes de abrir e retirar a lata.
Misture à massa as nozes bem picadas e coloque na forma para assar.
Para cobrir, use o glacê de chocolate (cru):
2 xícaras de açúcar
5 colheres (sopa) de leite
2 colheres (sopa) de chocolate em pó (usei cacau sem açúcar)
1 colher (chá) de manteiga ou margarina sem sal
1 colher (chá) de maisena
Misture tudo, bata bem e cubra o bolo.
Ameixas recheadas - do livro A Moda da Casa da Amizade - Distrito 454, década 1980
Tambem conhecido em Sao Paulo como Olho de Sogra, usa
500g de ameixas pretas sem caroços e o
Recheio:
200g de coco ralado (usei natural, ralado na hora)
1 colher (sopa) de manteiga ou margarina sem sal
3 xícaras de acucar
1 xícara de leite
3 gemas
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Geleia de flor de hibiscus
Um pausa entre degustações para contar uma interessante experiência com geleia. Coisa de quem frequenta feira livre, fiquei interessada em algo que só aparece uma ou duas vezes no ano e que alguns chamam de groselha. Dessa vez comprei. Coloquei o pacote na geladeira e fui procurar a identificação daquele vegetal de cor roxa intensa que várias vezes me encantara, mas ninguém sabia dizer como utilizar.
Descobri que se trata da flor da vinagreira, conhecida também por vinagreira roxa, a planta cujas folhas entram no preparo do cuxá - arroz de cuxá, conhecido prato da cozinha maranhense. Seu nome científico é hibiscus acetocella. Dentro da flor as bolinhas verdes são sementes, não há como aproveitar na doçaria.
Encontrei na Internet uma receita que me pareceu interessante porque utiliza pectina extraída de laranjas, que dá à geleia uma consistência ótima. E me pus a experimentar. Eis a receita, com o título:
Geleia de vinagreira
1 litro de pétalas da flor roxa
600g de açúcar
2 litros de água
1 litro de pectina - entrecasca de 3 laranjas
Como preparar a pectina: retirar a entrecasca das laranjas (a parte branca). Ferver com pouca água durante 5 minutos, repetindo 3 vezes a fervura para tirar o amargor. Depois levar ao liquidificador com pouca água, bater e completar 1 litro.
Cozinhar bem as pétalas, coar em pano ou peneira fina, separando 1 litro do suco. Juntar esse suco à pectina e ao açúcar e colocar para ferver até o ponto de geleia. Ponto é quando ao levantar a colher a mistura cai em blocos. Outro indicador do ponto é ver o fundo da panela quando se mexe com a colher.
Importante:
Descobri que se trata da flor da vinagreira, conhecida também por vinagreira roxa, a planta cujas folhas entram no preparo do cuxá - arroz de cuxá, conhecido prato da cozinha maranhense. Seu nome científico é hibiscus acetocella. Dentro da flor as bolinhas verdes são sementes, não há como aproveitar na doçaria.
Encontrei na Internet uma receita que me pareceu interessante porque utiliza pectina extraída de laranjas, que dá à geleia uma consistência ótima. E me pus a experimentar. Eis a receita, com o título:
Geleia de vinagreira
1 litro de pétalas da flor roxa
600g de açúcar
2 litros de água
1 litro de pectina - entrecasca de 3 laranjas
Como preparar a pectina: retirar a entrecasca das laranjas (a parte branca). Ferver com pouca água durante 5 minutos, repetindo 3 vezes a fervura para tirar o amargor. Depois levar ao liquidificador com pouca água, bater e completar 1 litro.
Cozinhar bem as pétalas, coar em pano ou peneira fina, separando 1 litro do suco. Juntar esse suco à pectina e ao açúcar e colocar para ferver até o ponto de geleia. Ponto é quando ao levantar a colher a mistura cai em blocos. Outro indicador do ponto é ver o fundo da panela quando se mexe com a colher.
Importante:
- É necessário retirar a espuma que se forma na fervura para não sujar a geleia.
- Guardar em vidros esterilizados (esterilização pode ser feita no micro-ondas).
| O resultado é uma geleia consistente com linda transparência e deliciosa. |
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Muffins São Paulo | Pudim de queijo
Para fevereiro, em pleno verão, escolhi duas receitas leves: a dos Muffins e a do Pudim de Queijo.
A primeira - Muffins São Paulo, do caderno nº 2, foi escrita em 19/02/1904. Estava, portanto, completando 109 anos de registro. Muffin, que em inglês significa simplesmente bolinho, é uma massa simples, quase sem gordura e com pouquíssimo açúcar, que pode ou não ser adicionada de frutas ou cereais. Este é dos mais simples, daqueles gostosos para comer tomando café ou chá.
2 xícaras (chá de farinha de trigo
1 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga derrretida
1/2 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
2 ovos batidos em separado
Bater as claras e acrescentar as gemas, o açúcar, a manteiga e os demais ingredientes, por último o fermento. Assar em forminhas untadas, de metal ou de papel, em forno quente por cerca de 20 minutos.
A receita original estava na mesa, comprovando a data de registro.
Os muffins foram servidos com duas alternativas para cobertura: calda de chocolate e geleia de cambuci (do Sítio do Belo).
Na coleção estudada há diversas receitas de Pudim de Queijo. Escolhi a do caderno nº 14, da década de 1960, que tinha ingredientes em quantidades mais adequadas ao momento. Todas as receitas mencionam queijo ralado, sem especificar a variedade do queijo. Para obter um pudim menos gorduroso usei queijo branco meia cura.
4 ovos
10 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de queijo ralado
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
500 ml de leite
Bater bem os ovos com o açúcar, como para pão-de-ló (antes as claras em neve, depois as gemas e o açúcar). Juntar os demais ingredientes, misturando perfeitamente. Assar em forma caramelada (açúcar queimado), em banho maria.
A massa é quase líquida. Para esta ocasião, fiz 1 1/2 receita, assim preencheu a forma refratária que foi direto à mesa.
De preferência, faça de véspera e deixe gelar durante uma noite. Solidifica melhor, dá para cortar.
A primeira - Muffins São Paulo, do caderno nº 2, foi escrita em 19/02/1904. Estava, portanto, completando 109 anos de registro. Muffin, que em inglês significa simplesmente bolinho, é uma massa simples, quase sem gordura e com pouquíssimo açúcar, que pode ou não ser adicionada de frutas ou cereais. Este é dos mais simples, daqueles gostosos para comer tomando café ou chá.
2 xícaras (chá de farinha de trigo
1 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga derrretida
1/2 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
2 ovos batidos em separado
Bater as claras e acrescentar as gemas, o açúcar, a manteiga e os demais ingredientes, por último o fermento. Assar em forminhas untadas, de metal ou de papel, em forno quente por cerca de 20 minutos.
A receita original estava na mesa, comprovando a data de registro.
Os muffins foram servidos com duas alternativas para cobertura: calda de chocolate e geleia de cambuci (do Sítio do Belo).
Na coleção estudada há diversas receitas de Pudim de Queijo. Escolhi a do caderno nº 14, da década de 1960, que tinha ingredientes em quantidades mais adequadas ao momento. Todas as receitas mencionam queijo ralado, sem especificar a variedade do queijo. Para obter um pudim menos gorduroso usei queijo branco meia cura.
4 ovos
10 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de queijo ralado
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
500 ml de leite
Bater bem os ovos com o açúcar, como para pão-de-ló (antes as claras em neve, depois as gemas e o açúcar). Juntar os demais ingredientes, misturando perfeitamente. Assar em forma caramelada (açúcar queimado), em banho maria.
A massa é quase líquida. Para esta ocasião, fiz 1 1/2 receita, assim preencheu a forma refratária que foi direto à mesa.
| Assando em banho maria. |
De preferência, faça de véspera e deixe gelar durante uma noite. Solidifica melhor, dá para cortar.
| Da esquerda para a direita: Fabiana, Ana Luiza, Heleni, Carlos, Isabel, Ana Cláudia, Beto e Marly. |
| Da esquerda para a direita: Ana Tomazoni, Heleni, Isabel (em pé: Ana Luiza, Beto e Carlos), Ana Cláudia, Dalva e Marly |
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Bolo de mel | Creme de ameixas
Para o mês de janeiro, não muito quente mas chuvoso, escolhi duas receitas leves, que nos proporcionassem o frescor doce que um final de tarde de domingo requer. Éramos oito em torno da mesa, alguns pela primeira vez, de maneira que contei um pouco sobre o objetivo desses encontros e meu caminho de estudiosa nesse assunto de doces. Estou no momento indexando as receitas por caderno, que tenho em arquivo digital, de modo a tornar mais rápida a seleção que faço mensalmente.
Bolo de mel (caderno nº 14, década 1960)
3 ovos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de mel
3 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
1 colher (sopa) de fermento em pó
Bater o mel com a margarina, juntar as gemas e a farinha e por último as claras em neve e o fermento. Despejar em forma untada e polvilhada de farinha. Assar em forno +- 220 graus até dourar levemente a superfície (o teste do palito é sempre útil).
Aparência da massa pronta para despejar na forma untada e polvilhada.
O bolo fica aerado, leve como convém no verão.
Creme de ameixas (caderno nº 4, 1910-1918)
Esta é uma das muitas receitas de cremes que aparecem nessa coleção de cadernos, que vão mostrando cada vez mais que creme é nomenclatura que passou a ser pudim, principalmente a partir de 1950, pela ampliação de uso do leite condensado e divulgação de receitas pelo seu fabricante. É também de uma época sem o recurso de geladeiras elétricas com temperaturas controláveis.
A receita original menciona 1 garrafa de leite = 750ml, mas como o termo garrafa era utilizado também para determinar o tipo de vasilhame de vidro, alterei a quantidade para 1 litro.
1 litro de leite
4 ovos
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
1 colher (sopa) de essência de baunilha
açúcar a gosto
250g de ameixas pretas sem caroços
200ml de água
1 cálice de vinho do Porto (ou cachaça de boa qualidade)
raspa de 1 limão verde
2 colheres (sopa) de açúcar
Colocar para ferver a mistura de leite, baunilha, açúcar que baste para adoçar, farinha e 4 gemas peneiradas. Para não formar grumos, mexer constantemente até cozinhar a farinha.
Em separado cozinhar as ameixas na água com os demais ingredientes, até dar ponto de geleia.
Arrumar na vasilha que vai à mesa, uma camada de creme intercalando com ameixas até o final. Por último, bater as 4 claras com 6 colheres (sopa) de açúcar em ponto de suspiro e cobrir a montagem anterior. Colocar no forno na menor temperatura possível por cerca de 10 a 15 minutos, apenas para secar e dourar levemente. Levar à geladeira por algumas horas, de preferência uma noite inteira.
A primeira camada de creme.
O doce finalizado, com a camada de suspiro.
Bolo de mel (caderno nº 14, década 1960)
3 ovos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de mel
3 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
1 colher (sopa) de fermento em pó
Bater o mel com a margarina, juntar as gemas e a farinha e por último as claras em neve e o fermento. Despejar em forma untada e polvilhada de farinha. Assar em forno +- 220 graus até dourar levemente a superfície (o teste do palito é sempre útil).
Aparência da massa pronta para despejar na forma untada e polvilhada.
O bolo fica aerado, leve como convém no verão.
Creme de ameixas (caderno nº 4, 1910-1918)
Esta é uma das muitas receitas de cremes que aparecem nessa coleção de cadernos, que vão mostrando cada vez mais que creme é nomenclatura que passou a ser pudim, principalmente a partir de 1950, pela ampliação de uso do leite condensado e divulgação de receitas pelo seu fabricante. É também de uma época sem o recurso de geladeiras elétricas com temperaturas controláveis.
A receita original menciona 1 garrafa de leite = 750ml, mas como o termo garrafa era utilizado também para determinar o tipo de vasilhame de vidro, alterei a quantidade para 1 litro.
1 litro de leite
4 ovos
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
1 colher (sopa) de essência de baunilha
açúcar a gosto
250g de ameixas pretas sem caroços
200ml de água
1 cálice de vinho do Porto (ou cachaça de boa qualidade)
raspa de 1 limão verde
2 colheres (sopa) de açúcar
Colocar para ferver a mistura de leite, baunilha, açúcar que baste para adoçar, farinha e 4 gemas peneiradas. Para não formar grumos, mexer constantemente até cozinhar a farinha.
Em separado cozinhar as ameixas na água com os demais ingredientes, até dar ponto de geleia.
Arrumar na vasilha que vai à mesa, uma camada de creme intercalando com ameixas até o final. Por último, bater as 4 claras com 6 colheres (sopa) de açúcar em ponto de suspiro e cobrir a montagem anterior. Colocar no forno na menor temperatura possível por cerca de 10 a 15 minutos, apenas para secar e dourar levemente. Levar à geladeira por algumas horas, de preferência uma noite inteira.
A primeira camada de creme.
| As ameixas cozidas, em ponto de geleia |
O doce finalizado, com a camada de suspiro.
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