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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pudim republicano | Bolo claro

A degustação de outubro aconteceu no dia 24, portanto, logo depois do dia da nossa república. Achei que, diante das decisões do STJ sobre os  processos que já rolavam nos últimos  8 anos, que culminaram com a prisão de pessoas conhecidas, devíamos (e merecíamos) uma comemoração à altura dos 124 anos da república brasileira. Há bastante tempo não tínhamos tanta certeza da sua permanência!

Por isso, valeu a pena pesquisar entre os antigos cadernos e encontrar receitas tão apropriadas à época:

Pudim republicano - do caderno nº 5, datado 1920

Depois 80 anos de colônia e império de Portugal e apenas 30 anos após a proclamação da república, certamente o fato ainda ocupava bastante espaço na imaginação e na memória afetiva das pessoas, que com ele marcavam suas preferências culinárias intitulando suas receitas. Suponho que assim tenha surgido essa, amplamente divulgada entre mulheres do sudeste brasileiro, mais especificamente Estado de São Paulo.

Ingredientes
600g de açúcar - USEI 500g
150g de farinha de trigo - dá para diminuir para 120g
12 gemas
6  claras
1 litro de leite - não deve ser desnatado
noz-moscada ralada a gosto
6 cálices de vinho branco = 200g (ou 3 de vinho do Porto = 100g)

Misturar a farinha com a noz-moscada.Colocar os ovos um a um, mexendo com colher de pau, depois o leite e por último o vinho.
Assar em forma untada com calda grossa e em banho-maria. Antes de despejar na forma, misturar bem para que a farinha não deposite.





A mistura na tigela e na forma pronta para o forno.



Ficou bonito depois de assado, com as beiradas bem coradas.

O aspecto ao servir é bom, e o sabor... hum...o vinho deixa um toque muito especial.
Vale a pena experimentar!







Bolo claro - caderno nº 5, datado1920

1 xícara de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de manteiga
1/2 xícara de leite
3 claras em neve
1 colher de chá de fermento - USEI 2
Caldo de 1 limão Taiti

Bater muito bem o açúcar com a manteiga. Em seguida adicionar alternadamente a farinha e o leite. Por último juntar o caldo do limão, as claras em neve e o fermento. Assar em forma untada com manteiga e polvilhada de farinha de trigo.


Por ser uma receita pequena, assei em forma de 23cm de diâmetro e ficou com aproximadamente 4cm de altura. O bolo fica aerado e bem clarinho, já que leva apenas claras.
Para nossa comemoração, por ser branquinho, teve o significado de bandeira de paz da democracia.

Desta vez não fotografei a mesa e as pessoas, mas estiveram comigo: Heleni, Carlos, Ana Luiza, Beto, Marly, Elem, Rosana e Ana Tomazoni.

A próxima degustação será em 15 de dezembro, quando comemoraremos o Terra Madre Day, celebrado mundialmente pelo movimento Slow Food. Para essa ocasião vou preparar uma cicirata, um doce
italiano tradicional do período natalino. Até lá!





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