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domingo, 8 de julho de 2012

Doces de Pelotas - Parte 1 - A Cidade

     Esta é uma postagem especial, que precisa de espaço para contar brevemente minha experiência de visitar uma cidade e conhecer um evento sobre o qual escrevi a partir de pesquisa bibliográfica. Refiro-me à Feira Nacional do Doce - Fenadoce, que acaba de acontecer em sua vigésima edição.

     Estive em Pelotas com minha amiga Vera Especiani entre 29 de maio e 5 de junho. Foi maravilhoso e gratificante conhecer pessoalmente o Sr. Gunter Bering e sua esposa, Eloy, pessoas que me ajudaram a construir o Estudo de Caso 5 (páginas 51 a 53 de O Ponto do Doce) e que foram guias amorosos durante nossa permanência. Foi assim que conhecemos Samir Curi, Cláudio Pereira de Sá, Alcir Bach, Mário Osório Magalhães e Maria Helena Jeske.

Da esquerda para a direita: Dalva, Gunter, Eloy e Vera, na Churrascaria Lobão

     Pelotas (bolas, em espanhol) eram recipientes arredondados feitos de couro bovino amarrado em galhos e tiras para segurar, utilizados pelos índios para conter pertences durante travessia dos rios da região. Uma réplica foi exposta na 20ª Fenadoce.

     Nos seus 200 anos, os símbolos da aristocracia pelotense encontram-se gravados não apenas na arquitetura decorada do mercado municipal ou nas nereidas da fonte recém-restaurada, mas pela cidade toda, na educação e cordialidade dos seus habitantes.
                                          





Edifício do mercado municipal com obras de recuperação da fachada, com a torre do relógio ao fundo. Pretendiam tirar a torre por não seguir o mesmo estilo, mas a população exigiu sua permanência.







A Fonte das Nereidas, na Praça Coronel Pedro Osório    inteiramente revitalizada.









No centro da cidade, onde ficamos hospedadas, o comércio tem grande atividade, lojas com vitrinas lindas expõem roupas para o inverno rigoroso, porém de colorido brasileiro. As mulheres são altas, em geral magras e vestem casacos vermelhos ou amarelos-gema com total naturalidade. Lá se compra roupas de tamanhos grandes também em lojas populares (as mesmas de São Paulo), que atendem à estatura maior das pessoas.
As lojas de doces, que se denominam docerias ou doçarias, essas são maravilhosas e, além das vitrinas tentadoras, possuem espaços para sentar e comer. São bastante frequentadas pelos próprios pelotenses. Esse período era ainda propício para visitar as docerias, já que da programação da Fenadoce, na sua 20ª edição, constavam várias atividades na área central, distante da feira que se realiza no Centro de Eventos.

Atrás da formiga-símbolo da Fenadoce,
o relógio marca o tempo que faltava para os 200 Anos de Pelotas.




Doces tradicionais comercializados em feira
permanente da Cooperativa dos Doceiros,
no calçadão ao lado do mercado municipal que se encontra em final de reforma.























Na véspera da inauguração da Fenadoce, desfile no centro da cidade animado pelo Grupo Tholl.                                                        
 

2 comentários:

  1. Sou Pelotense, mas moro em sp, como sofro por não ter esses doces aqui, consegui encontrar alguns deles na Casa Santa Luzia, mas não é sempre que dá par comprar!!!

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