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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Rabanadas | Manjar branco

      Rabanadas são parte obrigatória da ceia de Natal de portugueses e seus descendentes no Brasil. Minhas avó e mãe as faziam muito bem. Foi da memória delas e da minha experiência de doceira que decidi colocar rabanadas na degustação de  9 de dezembro, já um prenúncio de Natal.
      Este doce é conhecido também como Fatias Douradas, Fatias Paridas e, em Portugal, Fatias-de-Paridas. Alguns sites portugueses de culinária explicam que o nome estaria ligado ao antigo costume de servir essas Fatias às mulheres recém-paridas, como forma de enriquecer sua dieta pelo leite, pelos ovos e pelo próprio pão, para que não deixassem de ter leite suficiente para amamentar seus bebês.
      Fiz à moda de minha avó, as de leite e as de vinho.  A receita é simples, mas o início é importante. Compre pão de rabanada, que a maioria das padarias em São Paulo faz sob encomenda.  São vendidos em filões ou baguetes de aproximadamente 60cm de comprimento - cada pão dá cerca de 36 fatias. A massa é um pouco diferente do pão de água, mais compacta e de casca mais lisa. De preferência deixe fora da sacola plástica por 24 horas, para ficar mais fácil de fatiar.

Ingredientes:
1 pão de rabanada em fatias de +- 1,5cm
3 ou 4 ovos
250ml de leite (usei semidesnatado) ou 250ml de vinho tinto (suave ou adoçado - prefiro sempre vinho seco para adoçar)
Açúcar
Canela em pó
Óleo para fritar

Tome as fatias de pão, umedeça no leite (costumo despejar com uma colher para não ensopar)
e passe ligeiramente pelos ovos batidos.
Fatias muito molhadas tendem a encharcar na fritura.
Depois de fritas, polvilhe com a mistura de açúcar e canela.


Rabanadas de leite, fritas e polvilhadas com açúcar e canela.
Aqueça o óleo em quantidade semelhante à espessura das fatias, depois
mantenha em temperatura média para não queimar.

Rabanadas de vinho, fritas e polvilhadas com açúcar e canela.
Proceda da mesma forma


Aqui para perceber a coloração diferente das rabanadas:
de leite (à esquerda) e de vinho (à direita)
Importante: não deixe o óleo da fritura queimar. Troque-o também quando for fazer rabanadas dos dois tipos.

Manjar branco é sobremesa antiga no Brasil, constante de cardápios destinados à família real chegada em 1808. Sempre vai bem, mas no verão fica ainda mais gostoso por ser um doce leve e fresco.

Ingredientes:
1 1/2 litro de leite (usei semidesnatado)
1 vidro pequeno de leite de coco
6 colheres (sopa) bem cheias de amido de milho (Maisena)
Açúcar a gosto

Misture todos os ingredientes e ponha para aquecer, mexendo para não formar grumos, especialmente depois da fervura, quando é preciso mexer constantemente até cozinhar, por cerca de 5 minutos. Fica um creme espesso, que se coloca em forma molhada para esfriar e, de preferência,  passar uma noite na geladeira.

Enquanto isso, prepare a calda:
1/2 litro de água
300g de açúcar branco
3 ou 4 cravos da índia
200g de ameixas pretas sem caroços (se comprar com caroços, aperte cada uma na largura da semente, faça um pequeno corte e a retire facilmente).

Ponha tudo para ferver, até o líquido começar a espessar.



Depois de gelado, desenforme o manjar, despeje a calda e decore com as ameixas

Com salgadinhos secos trazidos pelas amigas e os doces feitos por mim, encerramos festivamente o ano, com meus agradecimentos pela colaboração, amizade e carinho dos que mensalmente se reúnem a mim, para juntos experimentarmos as receitas que fazem parte do meu estudo. E assim continuaremos em 2012. Com saúde e disponibilidade para experimentações!



2 comentários:

  1. Dalvinha!
    Amei a fotinho, fiquei toda orgulhosa.
    E sabe o que decidi? Vou tentar fazer a maravilhosa rabanada em Porto Alegre, na semana que vem!
    Oba, estava uma delícia. Conte comigo para este "sacrifício" mensal no ano que vem, rsrrs.
    Bjs
    Lini

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  2. Fatias douradas poderia ser um poema, não é?!
    Liniane

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