Ocorreu um erro neste gadget

domingo, 25 de setembro de 2011

Pudim de Canela | Argolas de amendoim | Bolo de fubá cozido

Em setembro, escolhi duas receitas que me pareceram curiosas:

A primeira, Pudim de Canela (do caderno nº 1), aqui em linguagem e ortografia atualizadas.

Bate-se 500g de açúcar, 12 gemas e 2 claras de ovos e 40g de canela em pó. Depois de muito bem batido deita-se em uma forma bem untada com manteiga e leva-se ao forno em temperatura média.

Experimentei, mas não foi possível trabalhar com apenas 2 claras, de modo que utilizei a metade do volume das 12 claras para dar consistência e permitir o andamento da receita. Cozinhei em banho maria mas não no forno.

O resultado foi mais para bolo, de consistência esponjosa muito parecida com musse, de corte fácil. Ficou gostosíssimo, o sabor da canela predominando sem exagero.

Como tudo nesta receita se modificou no tempo - o caderno começa em 1889 - hoje não se sabe como era o açúcar, o tamanho dos ovos e que quantidade de calor significava forno a fogo brando. Por isso e porque sou realmente curiosa, alguns dias depois da degustação resolvi repetir a receita em moldes mais atualizados, isto é, utilizando ingredientes mais adequados à consistência de pudim como conhecemos. Assim, usei:

300g de açúcar refinado
300 ml de leite
5 ovos
40g de canela em pó

Bati o açúcar com as gemas, depois acrescentei as claras já batidas em ponto de neve, o leite e a canela. Cozinhei em banho maria em forma caramelada. O resultado foi um pudim super colorido, pois os ingredientes se separaram. O sabor continuou muito bom.



Pudim de canela - Receita original

Pudim de canela - Receita atualizada


A segunda, Argolas de amendoim, também do caderno nº 1:

Mistura-se 1/2kg de açúcar com 5 gemas de ovos, 125g de amendoins torrados e moídos e 125g de farinha de mandioca. Depois de bem amassado, modela-se pequenas argolas, que se dispõem em assadeiras untadas e polvilhadas com farinha e se assam em forno brando. Depois de assadas, passar por cima delas um pincel embebido em clara de ovo com açúcar, para que fiquem brilhantes.

Mais uma vez a diferença dos ingredientes se mostrou, principalmente a farinha de mandioca - a que compramos hoje, industrializada, já teve a maior parte do amido retirada. Assim, a manipulação da massa foi bastante difícil, o que suponho possa melhorar acrescentando um pouco de polvilho. Não voltei a experimentar, mas vou fazê-lo, porque os biscoitos ficaram muito saborosos, leves e crocantes, só não se mostraram bonitos como eu imaginava.
 
As argolas prontas para assar. Na dúvida, untei a assadeira com manteiga.
  
As argolas assadas e "vidradas" com clara e açúcar.


Como experimentar receitas é sempre uma surpresa, resolvi, para a degustação com amigos, ter o que chamo de "peça de resistência": um bolo de fubá que sempre dá certo. A receita que tenho o prazer de compartilhar, é do livro À Moda da Casa da Amizade, editado em Porto Ferreira, SP, 1984:

     Ingredientes:
2 xícaras (chá) de leite
2 xícaras (chá) de fubá
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de óleo
1 pitada de sal
Erva-doce (opcional)
4 ovos
1 colher (sopa) rasa de fermento em pó

   Modo de fazer:
Cozinhar os ingredientes (leite, fubá, açúcar e óleo), até aparecer o fundo da panela. Esfriar, colocar uma a uma as gemas dos 4 ovos e por último as claras em neve com o fermento. Assar em forma untada com óleo e polvilhada de fubá.

Bolo de fubá cozido - Sempre dá certo!
 
A mesa ficou assim



















O destaque ficou para o pudim de canela, que decorei com suspiros feitos das claras não incorporadas na receita original.


A receita dos suspiros também é das que sempre dão certo. Faz parte do meu acervo particular:

1 xícara (chá) de claras
3 xícaras (chá) de açúcar

Misturar as claras com o açúcar em banho maria até desaparecer a cor branca do açúcar. Colocar na batedeira, adicionar 1 colher (sopa) de vinagre e bater por aproximadamente 10 minutos, até formar picos. Assar em pequenas porções em assadeiras ligeiramente untadas de manteiga (ou margarina), em forno o menos quente possível, por cerca de 25 minutos.
                                                                                                          

Por último, cena do anoitecer com lua cheia do domingo 18 de setembro, vista de um 4º andar no Itaim Bibi, na direção do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.






2 comentários:

  1. Dalva, como está bonito o seu blog ! E gostoso!
    De dar água na boca.
    Parabéns!
    Irei à degustação com prazer.
    Bjs
    Niomar

    ResponderExcluir
  2. Rsrsrsr. Eu provei os doces! Tudo no ponto.
    bjs
    Liniane

    ResponderExcluir